O Mundo Aberto de Rokugan: Como a Visão de Jennell Jaquays em Videogames Moldou Legend of the Five Rings | Help RPG
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O Mundo Aberto de Rokugan: Como a Visão de Jennell Jaquays em Videogames Moldou Legend of the Five Rings

Poucos mestres e jogadores se dão conta da profunda intersecção entre o design de videogames e a estrutura narrativa dos RPGs de mesa. No ce...

Poucos mestres e jogadores se dão conta da profunda intersecção entre o design de videogames e a estrutura narrativa dos RPGs de mesa. No cerne de Rokugan, o cenário icônico de Legend of the Five Rings, reside uma prova viva dessa simbiose, forjada pela mente visionária de Jennell Jaquays, uma lenda que transcendeu fronteiras.

O Mundo Aberto de Rokugan: Como a Visão de Jennell Jaquays em Videogames Moldou Legend of the Five Rings

Jennell Jaquays é um nome que ressoa com autoridade tanto nos corredores dos primórdios do RPG de mesa quanto nos estúdios de desenvolvimento de videogames. Conhecida por seus trabalhos revolucionários em módulos clássicos de D&D como Dark Tower e Caverns of Thracia, Jaquays foi uma arquiteta de ambientes que não eram meros mapas, mas sim sistemas interconectados repletos de escolhas e consequências. Essa abordagem, que favorecia a agência do jogador e a emergência de narrativas, era um prenúncio do que viria a ser a essência dos videogames de mundo aberto.

Quando a Alderac Entertainment Group (AEG) embarcou na criação de Legend of the Five Rings (L5R), o desafio era criar um cenário que fosse imersivo, político e repleto de intrigas, ambientado em um Japão feudal fantástico. Jaquays, com sua experiência inigualável em construir mundos complexos e interativos, foi a mente por trás de muito do design estético e estrutural inicial de Rokugan. Sua compreensão de como elementos de jogo se relacionam para formar uma experiência coesa foi crucial.

Mas onde entra a influência dos videogames de mundo aberto? Pense na essência de um game como The Elder Scrolls ou Grand Theft Auto: um vasto território onde o jogador é livre para explorar, interagir com diversas facções e testemunhar as ramificações de suas escolhas. Jaquays, que também trabalhou extensivamente em jogos como Quake e Halo Wars, entendia que um "mundo" – seja ele digital ou de mesa – ganha vida quando oferece mais do que um caminho linear. Rokugan, com seus Grandes Clãs em constante tensão, suas fronteiras políticas voláteis e as inúmeras possibilidades de interação social e militar, espelha essa filosofia de "mundo aberto" onde o mapa não é apenas cenário, mas um sistema vivo e reativo.

Para nós, mestres de RPG, a lição aqui é de ouro: ao invés de planejar uma campanha como uma série de encontros pré-definidos, pense nela como um vasto sandbox. Crie facções com agendas próprias (os Clãs de Rokugan), locais com suas histórias e segredos (como as terras das diferentes famílias), e sistemas de valores ou hierarquias claras (o código Bushido) que o mundo seguirá, independente das ações dos personagens. As escolhas dos jogadores, então, não são apenas "sim ou não" para um plot, mas sim sementes que germinam e alteram a paisagem política e social do seu mundo.

Dica de Alto Valor para sua Mesa: Para emular essa sensação de mundo aberto à la Jaquays, concentre-se em desenvolver os NPCs e as facções. Dê a cada grupo seus próprios objetivos, aliados e inimigos. Quando os jogadores agirem, pergunte-se: "Como isso afetaria o Clã Caranguejo? Ou a escola de shugenja Dragão?" Crie um gráfico simples de relacionamentos entre facções (amigos, neutros, inimigos) e atualize-o conforme as ações dos PJs. Isso fará o mundo parecer vivo e reativo, incentivando a agência.

A visão de Jaquays, que atravessa o design de masmorras "não-lineares" para o planejamento de níveis de videogame e, finalmente, para a criação de mundos de RPG como Rokugan, nos ensina que a liberdade e a interconectividade são chaves para uma imersão profunda. A cada clã de L5R, a cada província com seus segredos, vemos a influência de um design que prioriza a exploração e a consequência, elementos centrais de qualquer bom mundo aberto.

Portanto, da próxima vez que você estiver planejando sua campanha, seja ela em um reino de fantasia, um futuro distópico ou um cenário de horror, inspire-se na genialidade de Jennell Jaquays. Pense em como os videogames de mundo aberto empoderam o jogador e tente traduzir essa filosofia para sua mesa. Deixe que as escolhas dos seus jogadores desenhem a narrativa, e veja seu mundo ganhar uma vida imprevisível e memorável.

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