Guia Avançado: Julgamento dos Deuses no D&D 3.5 – Invocando a Justiça Egípcia em Sua Mesa
Desvende os segredos dos antigos deuses do Nilo e traga a autoridade milenar de suas cortes celestiais para a sua campanha de D&D 3.5 co...
Desvende os segredos dos antigos deuses do Nilo e traga a autoridade milenar de suas cortes celestiais para a sua campanha de D&D 3.5 com este poderoso talento divino.

O Talento: Julgamento dos Deuses
Inspirado nos conceitos de Ma'at, Osíris e Thoth, que regiam a ordem, a justiça e o conhecimento no panteão egípcio, o Julgamento dos Deuses é uma habilidade sobrenatural (Su) que permite a um conjurador divino invocar uma fração da onisciência e da autoridade divina. Este talento foi concebido para clérigos, paladinos e outras classes divinas que buscam infundir suas ações com a gravidade e a certeza da justiça divina, oferecendo uma ferramenta poderosa para a interação social, a investigação e o combate tático.
Julgamento dos Deuses [Talento Divino]
Você pode invocar o poder dos deuses para discernir a verdade ou impor sua vontade sobre os indignos, assim como os deuses egípcios julgavam as almas no além-vida.
- Pré-requisitos: Carisma 13, Sabedoria 13, Habilidade de conjurar magias divinas de 5º nível, Tendência Leal e Boa (ou Leal e Neutra, se for um clérigo de uma divindade egípcia da ordem).
- Benefício: Uma vez por dia, como uma ação padrão, você pode invocar um julgamento divino sobre uma criatura que você possa ver a até 9 metros. Você deve escolher um dos dois efeitos a seguir:
- Discernimento da Verdade (Julgamento de Ma'at): O alvo deve fazer uma jogada de salvamento de Vontade (CD 10 + metade do seu nível de conjurador divino + seu modificador de Carisma). Se falhar, você percebe instantaneamente e com certeza se o alvo mentiu ou ocultou informações cruciais nas últimas 24 horas, ou se está sob o efeito de alguma compulsão ou ilusão. Isso não revela pensamentos específicos, apenas a presença de mentiras ou enganos recentes. É um efeito de adivinhação.
- Repreensão Divina (Julgamento de Osíris): O alvo deve fazer uma jogada de salvamento de Fortitude (CD 10 + metade do seu nível de conjurador divino + seu modificador de Sabedoria). Se falhar, o alvo sofre uma penalidade de -2 em jogadas de ataque, testes de perícia e testes de resistência por um número de rodadas igual ao seu modificador de Carisma (mínimo 1 rodada). Esta penalidade reflete o peso da condenação divina. É um efeito de encantamento (compulsão).
- Efeitos Secundários: Alvos bem-sucedidos no teste de resistência não são afetados pelos efeitos principais, mas percebem a tentativa de julgamento divino e a aura de autoridade que a acompanha.
- Limitações: Este talento afeta apenas uma criatura. O Discernimento da Verdade não funciona em criaturas imunes a efeitos de mente. A Repreensão Divina não afeta construtos, mortos-vivos ou criaturas que não possuem conceito de moralidade ou psique (a critério do Mestre).
Aplicação Narrativa e Considerações de Balanceamento
Para o Mestre veterano, o Julgamento dos Deuses abre um leque de possibilidades narrativas. Em primeiro lugar, ele permite que seus jogadores, especialmente aqueles com forte inclinação para o divino, sintam-se verdadeiramente conectados aos poderes celestiais. Um clérigo de Osíris não apenas cura, mas também carrega o peso da justiça em suas palavras. Este talento pode ser a peça-chave para resolver intrigas na corte, desmascarar vilões disfarçados ou até mesmo negociar com entidades poderosas, utilizando a autoridade divina como barganha.
Considere incorporar este poder em NPCs importantes: um sumo sacerdote guardião de um oráculo sagrado poderia usá-lo para testar a pureza de coração dos PJs, ou um arauto divino pode invocar a Repreensão Divina contra um lorde corrupto. Em aventuras de alto nível, a busca por um artefato que confere "imunidade ao julgamento divino" por um vilão temeroso seria uma trama cativante. Ou, ainda, os PJs podem ser encarregados de defender alguém falsamente acusado em um "Salão das Duas Verdades" terreno, onde a falha significa a condenação eterna ou temporal.
Do ponto de vista do balanceamento, o Julgamento dos Deuses foi desenhado para ser poderoso, mas com restrições. Seus pré-requisitos de nível de magia de 5º garantem que ele seja acessível apenas a personagens de médio a alto nível, evitando que se torne um "game-breaker" inicial. A limitação de um uso por dia e os testes de resistência robustos contra as CDs baseadas em atributos-chave asseguram que o sucesso não seja garantido, mantendo a tensão do jogo. Além disso, as imunidades específicas impedem que o talento seja uma solução universal para todos os encontros. Ao invés de criar regras próprias, focamos em adaptar mecânicas existentes (como os efeitos de magias de adivinhação e encantamento) sob uma nova roupagem temática, garantindo que o espírito do D&D 3.5 seja mantido e enriquecido.
Lembre-se, Mestre, que a verdadeira magia de um talento como este reside não apenas em seus números, mas em como ele inspira a narrativa. Encoraje seus jogadores a pensar criativamente sobre quando e como usar o Julgamento dos Deuses. As consequências de um julgamento, seja ele bem-sucedido ou falho, podem reverberar por toda a campanha, adicionando camadas de complexidade moral e política.