Explorando as raízes de como o Brasil criou um dos maiores cenários de RPG próprios (Tormenta) nos primórdios do RPG
A paixão por narrativas e a criatividade sem limites de uma comunidade dedicada podem, sim, dar vida a mundos inteiros, mesmo contra todas a...
A paixão por narrativas e a criatividade sem limites de uma comunidade dedicada podem, sim, dar vida a mundos inteiros, mesmo contra todas as probabilidades, e a história de Tormenta é a prova viva disso.

Nos idos dos anos 90, o cenário do RPG de mesa no Brasil era vibrante, mas majoritariamente importado. Jogávamos D&D, GURPS, Vampiro: A Máscara, e tantos outros universos fantásticos. A imaginação fervilhava, mas a produção nacional de cenários próprios era escassa, um verdadeiro desafio para mestres e jogadores que ansiavam por algo que ecoasse nossa própria cultura e inventividade.
Foi nesse contexto que surgiu a lendária revista Dragão Brasil. Mais do que uma publicação, era um caldeirão de ideias, dicas e, claro, um terreno fértil para a semente de algo novo. Nomes como Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e Alexandre Callari, entre outros talentos, começaram a experimentar. Não era apenas sobre traduzir regras ou adaptar módulos; era sobre criar, sobre forjar um mundo que falasse a língua do jogador brasileiro.
O que começou como artigos e matérias despretensiosas, preenchendo as páginas da revista com contos e informações sobre um reino genérico inicialmente conhecido como